Liberdade no Mundo
Apesar do avanço mundial e dos novos direitos, as reportagens a seguir mostram que na verdade ainda não existe total liberdade no mundo em que vivemos. Alguns países com estes problemas são Cuba, Coréia do Norte, Venezuela e vários países africanos. Normalmente países com ditadores e uni-partidários como o Chávez ditador da Venezuela.
Angola melhora mas mantém-se o menos livre dos países lusófonos
Angola continua a ser o país lusófono onde são menores os direitos políticos e liberdade cívica dos cidadãos, apesar das eleições legislativas de 2008 terem criado uma tendência positiva, afirma a organização não-governamental Freedom House.
No ranking "Liberdade no Mundo em 2009", Angola é o único país lusófono enquadrado na categoria dos "não livres", onde estão 42 dos 193 países incluídos no estudo sobre as liberdades cívicas a nível global, divulgado esta segunda-feira.
As categorias que incluem mais países lusófonos são as de "parcialmente livres" - Guiné-Bissau, Timor-Leste e Moçambique - e livres - Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
"Angola recebeu uma seta de tendência de subida por ter realizado as eleições legislativas há muito adiadas, que foram consideradas credíveis apesar de algumas irregularidades", refere a Freedom House, uma organização com sede em Washington.
A evolução angolana contrariou a tendência de declínio na região da África subsahariana, onde se destacaram pela negativa Senegal e Mauritânia, mas também Burundi, Camarões, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Gâmbia, Guiné-Conakri, Namíbia, Nigéria, Zimbabué e o território da Somalilândia.
"Depois de vários anos de ganhos modestos, a África subsahariana registou um ano de revezes substanciais para a democracia. O declínio afectou alguns dos maiores e mais influentes países do continente e resultou em parte de golpes militares, conflitos étnicos e tentativas violentas de suprimir a sociedade civil", lê-se no estudo.
Ao todo, foram doze os países africanos, um quarto do total, que inverteram a marcha democrática nos seus países, e no resto do mundo o cenário não foi diferente, segundo a Freedom House.
"A melhoria das liberdades na Ásia foi um raro ponto positivo num ano que foi marcado por revezes e estagnação", afirma o director de pesquisa da organização não-governamental, Arch Puddington.
"Numa altura em que os antagonistas das democracias são crescentemente assertivos e os apoiantes democráticos estão em debandada, a nova administração [norte-americana, de Barack Obama] tem de concentrar-se na necessidade de proteger liberdades fundamentais e suportar os defensores de primeira linha e apoiantes", refere Jennifer Windsor, directora-executiva da Freedom House.
Criada em 1972, a Freedom House dedica-se a atividades de apoio à expansão das liberdades a nível mundial, e monitoriza a evolução dos direitos políticos e liberdades cívicas.
A pontuação é atribuída através de um processo de análise e avaliação conduzido por especialistas da ONG, consultores regionais e acadêmicos
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,paises-arabes-estao-em-ultimas-posicoes-em-ranking-de-liberdade-de-imprensa,827254,0.htm
Países árabes estão em últimas posições em ranking de liberdade de imprensa
De acordo com o relatório, que avalia 179 países, a maioria das nações que figuram nas últimas posições são asiáticas, africanas e situadas no Oriente Médio. Além disso, são locais onde governos autoritários controlam a imprensa. Na última colocação está a Eritreia, seguida da Coreia do Norte e do Turcomenistão. A China ocupa a 174ª posição, enquanto o Sudão é o 170º.
Entre os países pior ranqueados estão alguns dos que registraram protestos por causa da Primavera Árabe. Dentre estes, a Síria é a que ocupa a posição mais baixa - 176. O Bahrein é o 173º e o Iêmen, o 171º. As nações onde os regimes caíram devido às manifestações estão em posições um pouco mais elevadas, mas ainda assim têm níveis de liberdade de imprensa considerados preocupantes - o Egito é o 166º, a Líbia é a 154ª e a Tunísia é a 134ª.
De acordo com a Repórteres Sem Fronteiras, o índice deste ano - o décimo desde que a ONG começou a avaliar a liberdade de imprensa - mostra que o ano "teve muitos desenvolvimentos, especialmente no mundo árabe". "O controle da informação continuou a ser uma ferramenta dos governos e a ser uma questão de sobrevivência para regimes repressivos e totalitários. O ano também destacou o papel dos usuários da internet na produção e na disseminação de informação", afirma a entidade.
A organização fez uma ligação direta entre os protestos que eclodiram no Oriente Médio e o controle sobre a mídia. "Repressão foi a palavra de 2011 - a liberdade de informação nunca foi tão associada à democracia. A equação é simples: a falta ou a supressão de liberdades civis leva necessariamente à supressão da imprensa livre. Ditaduras temem e banem a informação, especialmente quando estão ameaçadas", diz a entidade.
Entre os países da Primavera Árabe, apenas Tunísia e Líbia subiram posições em relação ao ranking de 2010, justamente devido à queda do regime. A Argélia também teve uma escalada significativa. Embora no Egito o governo ditatorial também tenha caído, as políticas do Conselho Supremo das Forças Armadas que assumiu o poder não causaram maior abertura à mídia. Todos os outros países onde houve protestos - Bahrein, Síria, Marrocos, Iêmen, Arábia Saudita - registraram queda.
A entidade lembrou que países democráticos mantêm-se no topo do ranking, citando exemplos europeus. "Isso serve como lembrança de que a liberdade midiática só pode ser mantida em democracias fortes e de que as democracias necessitam de liberdade de imprensa", afirma o relatório.

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